quinta-feira, agosto 26, 2004

Demasiada democracia para o meu gosto?

A AJP (segundo o jornal 24 horas que ainda não consegui ler) pode ser penalizada nos seus apoios do IPJ devido ao facto de ter participado na vinda deste barco...

As entidades responsáveis pela vinda deste barco já garantiram que nada de ilegal irá ser realizado. A ser realizado algo de ilegal só à posteriori se poderá agir, como é obvio, e de uma forma judicial...

Pode-se concordar ou não como a despenalização do aborto; pode-se ou não concordar com o modo como este assunto é discutido...o que me parece que não se pode concordar de todo com esta tentativa de manipular um movimento associativo e uma sociedade civil que se quer independente...

A AJP concorreu a um apoio anual do IPJ (possivelmente o PAAJ) no qual são discriminadas as actividades e os seus objectivos. Este apoio é discutido e aceita entre a delegação regional do IPJ e a associação. O apoio é dado a actividades e projectos especificos não podendo estas verbas ser desviadas... Se não houver violação das regras (que só poderá ser comprovado a partir de Dezembro) nunca a associação pode ser penalizada...Ou será que é acusada de delito de opinião!!!??


terça-feira, julho 13, 2004

Roda de Contos (muito pouco) Clandestina

O prazer de ouvir e contar

30 de Julho em Alte, integrado no 5º Festival de Teatro

Roda de Contos na Horta das Artes

Mais informações perguntem ao Marco (marco.telmo@portugalmail.pt) ou à Heidi (acho que não tem e-mail)...

quinta-feira, junho 17, 2004

Estágios internacionais não remunerados

ONG International Friendship League promove uma iniciativa de estágios internacionais não remunerados no âmbito de um programa apoiado pelo Instituto Português da Juventude, destinado a estudantes universitários, recém-licenciados, finalistas ou bacharéis.

A IFL coloca os jovens em organizações internacionais e em empresas multinacionais no estrangeiro, com orientação e acompanhamento e validação de universidades.

Para mais informações contacte o Grupo Português da IFL:

Rua Rui de Sousa Vinagre, 2 – 2890-017 Alcochete
Telefone 212341082 Fax 212341082
Email: iflportuguesa@sapo.pt

terça-feira, junho 15, 2004

Direitos Humanos Têm Tratamento Secundário na Comunicação Social

Notícia do Público

Colóquio denuncia falta de aposta por razões comerciais e de audiência

A comunicação social tem um papel importante na mobilização para as questões da ajuda humanitária e direitos humanos, mas esse papel sofre limitações de vária ordem. Quais? A grande tendência dos portugueses para se preocuparem com o que lhes é próximo em detrimento de questões internacionais, as prioridades comerciais das empresas jornalísticas ou a falta de formação de jornalistas e da população em geral para estes assuntos.

Esta a leitura geral que se pode fazer do colóquio "O Papel dos Media na Mobilização da Sociedade Civil para a Ajuda Humanitária", que decorreu ontem à tarde no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), em Lisboa, e onde o vice-presidente da Secção Portuguesa da Amnistia Internacional, José Miguel Costa, lembrou que foi uma notícia sobre dois estudantes portugueses que tinham sido presos por terem gritado "Viva a liberdade", na via pública, em Lisboa, publicada no jornal inglês "The Observer", que levou ao nascimento desta organização não-governamental, em Londres, em 1961.

José Miguel Costa diz que há casos que na comunicação social são "preteridos em relação a outros por uma questão de moda" e considera que a ajuda humanitária e os direitos humanos têm "pouca saída" nos jornais portugueses. "Sobretudo nos jornais diários, em Espanha vêem-se muito mais notícias" sobre questões ligadas aos abusos desses direitos. "Pode ser devido a falta de formação em matéria de direitos humanos na população portuguesa", disse, acrescentando que em Portugal "há uma visão mesquinha que leva a que o que nos preocupa seja aquilo que nos está próximo".

O jornalista da "Visão" Henrique Botequilha, que acompanhou o caso de Timor-Leste, disse que a questão de haver modas nos temas de direitos humanos é uma questão que tem a ver com as agendas das empresas jornalísticas, "que são muito mais 'empresas' do que 'jornalísticas'". Henrique Botequilha considera que os temas humanitários são um bocado vítimas disto, e lembrou que o caso de Timor não teria a repercussão que teve se não fossem as imagens do massacre no cemitério de Santa Cruz.

"Há uma falta de aposta dos meios de comunicação social nos assuntos ligados às questões humanitárias e direitos das mulheres", disse por seu lado Sofia Branco, jornalista do PÚBLICO.pt que recebeu vários prémios por trabalhos sobre mutilação genital feminina na comunidade guineense em Portugal. "Há espaço, mas se for preciso é o primeiro assunto a cair para entrar publicidade", acrescentou, dizendo ainda (tal como José Miguel Costa), que sente a sua inteligência insultada pelos noticiários das estações generalistas de TV.

Paulo Miguel Madeira

segunda-feira, maio 31, 2004

Jorge Sampaio apela à participação nas eleições europeias

Artigo publicado hoje no DN

Europeias: participar para influir

As próximas eleições para o Parlamento Europeu efectuam-se num momento crucial para a evolução do projecto que, desde há pouco mais de 50 anos, estabeleceu para o nosso continente um inédito modelo de entendimentos, cooperações e solidariedades.

(...)Desde então, o princípio integrador foi realizando a sua caminhada, alimentado pela própria dinâmica do aumento gradual de competências de uma Comunidade disposta a realizar um Mercado Comum, assente num quadro institucional gestor das delegações de poder dos Estados e dos interesses gerais dos países participantes. Esta dimensão supranacional e a primazia conferida ao direito comunitário foram instrumentos decisivos para dar resposta concreta à visionária iniciativa de Monnet. Com ela se iria reorganizar a Europa, construindo solidariedades, por meio do estabelecimento de bases partilhadas de desenvolvimento; afastando antagonismos seculares, pela fusão de interesses essenciais; promovendo a unidade das economias, através da adopção de políticas comuns: no comércio, na agricultura, nos transportes; edificando um vasto espaço económico, pela via da criação de fundamentais liberdades de circulação de pessoas, capitais e bens.

(..)Para isso, há que reforçar o espírito de mútua confiança e interdependência entre os Estados membros; proteger a solidez institucional, não rompendo os equilíbrios em que tem assentado o seu sucesso; definir com mais clareza as responsabilidades da União como um dos pólos estruturantes da estabilidade e paz mundiais; reforçar cooperações para uma melhor protecção da segurança interna dos seus Estados; dotar o orçamento de recursos correspondentes com as prioridades e competências atribuídas; prosseguir, com um pouco mais de ambição, na tarefa de alargar e consolidar um verdadeiro espaço de cidadania europeia. Um espaço que se deverá desenvolver pela consciente partilha de valores e afectos, por um melhor conhecimento do acervo cultural comum e das identidades nacionais, que importa constituam factor de recíproco enriquecimento e não de divisão; pelo reforço das políticas de solidariedade, indispensáveis para a coesão e robustez do projecto integrador.

(...)Este é um tempo de decisões - e não de adiamentos. Esperemos, por isso, que alguns sinais positivos que vêm chegando quanto à possibilidade da próxima aprovação do texto do Tratado revelem - não obstante algumas insuficiências do texto -- a consciência dos dirigentes políticos europeus de estarem perante uma obrigação de resultado para o aprofundamento do projecto que nos tem unido.

(...)os representantes que para ele elegermos gozarão naturalmente de tanta maior representatividade e capacidade de intervenção quanto maior for o grau de participação eleitoral no nosso país.

Se queremos - e não vejo que possa ser de outra maneira - uma União Europeia mais dinâmica na protecção de uma maior justiça social; mais efectiva na defesa de um ambicioso nível de emprego; mais atenta ao desenvolvimento de políticas de solidariedade e coesão; mais credível na sua acção externa; - então não nos poderemos alhear destas eleições.


O artigo completo aqui

Já começou a campanha eleitoral

A campanha já começou e com um nivel muito baixo...No entanto, as eleições europeias são demasiadamente importantes para virarmos costas ao primeiro sinal de chungaria demagógica e insulto.

Resiste à campanha e participa!




domingo, maio 30, 2004

Faro Capital da Cultura em 2005

Noticia Lusa

"O primeiro-ministro, Durão Barroso, anunciou domingo, em Faro, que a capital nacional da Cultura em 2005 será naquela cidade.

Acompanhado pelo ministro da Cultura, Pedro Roseta, Durão Barroso justificou a escolha da cidade com os equipamentos existentes, destacando o teatro municipal de Faro, da autoria de Gonçalo Byrne."

Com este já é o (pelo menos) 3º anúncio oficial... mas nas associações culturais da cidade ainda não se sente nada...


quarta-feira, maio 26, 2004

Bruxelas lança portal europeu dos jovens

Notícia PUBLICO.PT
A Comissão Europeia lançou hoje o portal europeu dos jovens para facilitar o acesso a informação relevante sobre formação, viagens, direitos e trabalho de voluntariado no espaço europeu.

O portal, dirigido aos 75 milhões de jovens da União Europeia, destina-se a quem "quer descobrir e participar na Europa" e oferece ligações para dez mil sítios na Internet, de âmbito regional, nacional e europeu.

Além de possibilitar o acesso à informação, o portal convida quem quiser a submeter contribuições, participar em fóruns de discussão e colocar questões.

Este portal surge no âmbito do programa YOUTH que, desde 2000, já permitiu a mais de 400 mil jovens participarem em 40 mil projectos no espaço europeu.

Porque é que os jovens devem participar nas eleições para o Parlamento Europeu?

Numa altura em que acaba o Maio Jovem dedicado ao tema "Ser Europeu" e que se falatanto da participação dos jovens na democracia aqui está um artigo do European Youth Forum sobre as eleições para o Parlamento Europeu que se aproximam...

Será que o PE tem algum efeito na vida de um jovem? Toma alguma decisão capaz de influenciar a nossa maneira de viver? E acima de tudo, será que o nosso voto serve para alguma coisa?


"Porque é que os jovens devem participar nas eleições para o Parlamento Europeu?

O Parlamento Europeu (PE) pode ser visto como uma instituição distante, onde os nossos políticos se consideram importantes, passam horas a debater questões que nunca chegarão aos seus cidadãos e, finalmente, aparecem numa bela fotografia da imprensa internacional. Pode também ser visto como um grande edifício que não precisa dos jovens para nada.

Esta pode ser a primeira impressão. Mas, será correcto pensar assim? Será que o PE tem algum efeito na vida de um jovem? Toma alguma decisão capaz de influenciar a nossa maneira de viver? E acima de tudo, será que o nosso voto serve para alguma coisa? Permitam-nos explicar o que o Parlamento faz por nós.

O Parlamento é composto por 17 comissões, que fazem o trabalho preparatório para as suas sessões plenárias. As comissões elaboram e adoptam resoluções e relatórios sobre propostas legislativas. Uma das dezassete comissões é a Comissão da Cultura, Juventude, Educação, Comunicação Social e Desportos. Alguns dos problemas da responsabilidade desta comissão são a política de educação da União Europeia, relativa à língua, intercâmbio e desenvolvimento das universidades europeias.

O popularíssimo programa Sócrates/Erasmus é apenas uma das iniciativas lançadas por esta comissão. Os programas educacionais e de formação, tais como Cultura 2000 e Leonardo da Vinci, dão muitas oportunidades aos jovens de estudar ou efectuar um estágio de formação no estrangeiro. O programa Sócrates/Erasmus revelou-se um dos projectos mais populares e eficazes na promoção da mobilidade dos estudantes e dos professores em toda a Europa e criou redes temáticas de especialistas. Desde 1987, participaram no programa Erasmus um milhão de estudantes em 1800 universidades de 30 países.

No contexto do debate sobre o próximo programa SÓCRATES, o Fórum Juventude está a favor da criação de um “Junior Erasmus”. Há alguns eurodeputados e candidatos que se mostraram interessados na sua criação. Os jovens devem interpelar os candidatos se estão dispostos a apoiar esta iniciativa no próximo PE, se forem eleitos.

Mas a educação intercultural não é a única preocupação do Parlamento Europeu. Assegurar a qualidade da educação e o reconhecimento mútuo é também um objectivo principal: o Sistema Europeu de Transferência de Créditos Académicos (ECTS) permite um reconhecimento mais fácil das qualificações entre os diferentes países. O projecto Sincronizar as Estruturas Educacionais na Europa visa estabelecer uma metodologia que permita harmonizar em toda a Europa as estruturas educacionais em cinco disciplinas específicas (matemática, geologia, estudos comerciais, história e ciências da educação); por último, a rede ENQA pretende divulgar a informação, experiência, boas práticas e avaliação da qualidade.

Naturalmente, os estudantes universitários são um dos principais públicos-alvo destes programas. Contudo, as próprias crianças também beneficiam das decisões tomadas pelo Parlamento Europeu e das suas políticas. A educação na escola é outra questão seguida de perto pelo PE. Um exemplo destes programas para as escolas é o Projecto de Leitura Interread-Intercultural – um programa de formação de leitura intercultural para alunos do ciclo primário na Inglaterra, em Portugal e na Flandres (Bélgica).

É verdade que a Educação é uma questão essencial para os jovens, mas esta não é a única preocupação do Parlamento Europeu quando aborda problemas dos jovens. Também incentiva políticas importantes que visam rejeitar a xenofobia e promover a integração social. O empenhamento em envolver os jovens no processo de integração europeia é materializado na integração das diferentes acções do Programa JUVENTUDE. Graças às suas cinco acções principais, o programa proporciona oportunidades de mobilidade e de participação activa na construção da Europa do terceiro milénio.

 Acção n.° 1 - a Juventude para a Europa, proporciona a grupos de jovens de diferentes países a oportunidade de se encontrarem.
 Acção n.° 2 - o projecto de Serviço Voluntário Europeu permite a um jovem ser voluntário noutro país por um período de tempo específico, normalmente entre 6 e 12 meses.
 Acção n.° 3 - Iniciativas da Juventude, faculta aos jovens a obtenção de apoio para executarem um projecto a nível local.
 Acção n.° 4 - Acções Conjuntas, reúne os programas SÓCRATES (educação), LEONARDO DA VINCI (formação profissional) e JUVENTUDE (educação não formal).
 Acção n.° 5 - Medidas de Apoio, sustenta e complementa as outras acções do programa JUVENTUDE, de modo a consolidar e realçar os seus benefícios.

Se desejarmos que os nossos interesses sejam respeitados, devemos estar bem representados. O Parlamento Europeu elaborou um novo programa para apoiar as ONG a nível europeu. Este novo programa comunitário fornecerá a base legal para a concessão anual de subvenções de funcionamento e administrativas às ONG de juventude internacionais de 2004 a 2006. O programa concederá subvenções a, no máximo, 80 ONG de juventude internacionais e ao Fórum Europeu da Juventude, com base nos seus programas anuais, visando assim realçar as possibilidades de participação dos jovens na vida pública a nível europeu.

Como foi descrito, o Parlamento Europeu apoia várias medidas em nome da juventude. Mas não o faz somente através dos órgãos especificamente responsáveis pela juventude. Por exemplo, a natureza precária do emprego de jovens é uma missão da Comissão do Emprego e Assuntos Sociais e é debatida na Estratégia Europeia de Emprego anual e nos dois Processos de Integração Social anteriores.

Contudo, a nossa vida quotidiana é afectada pelas decisões do PE, não só enquanto jovens, mas também enquanto cidadãos europeus. Hoje em dia, algumas delas moldam a forma de desenvolvimento da nossa sociedade. O PE debruça-se sobre questões como a pobreza, o desenvolvimento e a democracia. Bate-se por uma ordem económica mundial justa paralela ao desenvolvimento social. Do mesmo modo, dá muita importância à protecção dos direitos humanos, tanto dentro como fora da União, recorrendo ao seu poder de emitir pareceres como um meio de promover o respeito dos direitos fundamentais.

Tem igualmente um papel importante na protecção do nosso ambiente. A União desenvolve uma política activa para proteger o solo, a água, o clima, o ar, a flora e a fauna. Entre as suas preocupações estão a qualidade do ar no interior dos edifícios, as exportações de resíduos tóxicos ou a prevenção e reparação dos danos ambientais.

O PE tem feito muito pelos jovens europeus. A possibilidade de uma melhor educação, de estudar noutro país europeu e de terem acesso às novas tecnologias são algumas das suas realizações importantes. Mas também promove valores importantes para a nossa sociedade, como o respeito dos direitos humanos ou a protecção do ambiente.

Além disso, este ano, temos um novo desafio: há mais 10 países que aderiram à União Europeia. Há uma nova Europa em construção que trará novos desafios e oportunidades para todos. Somos agora 75 milhões de jovens que podemos decidir o futuro desta nova Europa. É suficiente para termos voz no capítulo

Resumindo, o Parlamento Europeu tem feito muito pela juventude, mas há ainda muito mais para fazer. Se os eurodeputados tomaram a juventude em consideração, parece justo, no mínimo, que a juventude se interesse por quem a vai representar nas próximas eleições. O primeiro passo para participar no processo de decisão é votar nas próximas eleições. Devemo-lo à Europa e a nós próprios."

segunda-feira, maio 24, 2004

Mais recursos em Educação para o Desenvolvimento

Sugestões de actividades para desenvolver nas escolas (1º ciclo) sobre questões tão variadas como o comércio justo, cidadania global, refugiados, desenvolvimento, etc.

CAFOD (Catholic Agency for Overseas Development) oferece no seu site uma grande variedade de recursos em inglês relacionados com a temática da Educação para o Desenvolvimento, destinados às escolas, professores e alunos: desde jogos e “sketches” até “pacotes de recursos” prontos a usar, passando por planos de aula e exercícios online.



terça-feira, maio 18, 2004

Participação dos cidadãos

Continuo sem muita vontade de escrever...por isso aqui vai um link directo para um interessante texto de Luís Aranguren intitulado "La participación ciudadana: posibilidades y retos".

Nele o autor procura aflorar alguns temas como o exercício da cidadania, as novas formas de participação, os novos desafios que se colocam aos cidadãos...

Já agora vejam o resto do blog...

sexta-feira, maio 14, 2004

Voluntariado

Aqui podes ver mais uma das fichas formativas criadas pela Plataforma das ONGD. Esta é sobre o voluntariado (conceitos, evolução histórica, a situação em Portugal e perspectivas de futuro).

Apesar de não ser muito profunda não deixa de ser interessante...

terça-feira, abril 27, 2004

Terminou o II Festival "Contos de Liberdade"

Já terminou o festival mas o blog do Ezequiel continua (pelo menos por enquanto...)

O Ezequiel até agradece que deixem na sua caixa de comentarios uma vossa avaliação do Festival (Gostaram? Não gostaram? O que é que podemos fazer melhor para a apróxima?)

Entretanto as fotografias estão neste site

Fiz uma pequena batota e acrescentei este filme em 8 de Outubro de 2007

quarta-feira, abril 21, 2004

Começa Hoje o II Festival de NarraçãoOral "Contos de Liberdade"

10.00 ARCA dos Contos no Jardim de Infância do Corotelo em S. Brás pela OPAP

15.30 Oficina de escrita criativa "Contos de Liberdade" na EB Poeta Bernardo Passos em S. Brás pelo Nucli-Núcleo de Literatura da ARCA

21.30 Roda de Contos para todas as pessoas que queiram contar e ouvir contos no Bar do IPJ "Café com Estórias"

Mais informações aqui
(é preciso fazer um "scroll" na barra lateral que o programa está meio escondido....)

Continue a acompanhar as aventuras do Ezequiel aqui

sábado, abril 17, 2004

Clandestinidades

Contos Clandestinos em Alte na Horta das Artes, Teatro da Estrada a partir das 21.00h

Para mais informações sobre o local Horta das Artes perguntar no Café da Esquina (qualquer esquina, está um dos "nossos" pronto a informar onde é, em todos os cafés)

Haverá beberete, tragam qq coisas para ajudar os comensais (todos nós) comes e/ou bebes (mais bebes do que comes, diz a rede clandestina local)

Não podemos enviar mapa para não sermos apanhados pelos satélites (e porque não temos).


A&A

sexta-feira, abril 16, 2004

Alimentos com Transgénicos Passam Este Mês a Ser Rotulados

Notícia de hoje no "Público":

Por ANA FERNANDES
Sexta-feira, 16 de Abril de 2004

Todos os alimentos para consumo humano e animal que, na sua composição,
incluam ingredientes transgénicos vão ter de informar o consumidor dessa
presença. A lei comunitária entra em vigor a partir deste fim-de-semana mas
isso não quer dizer que, depois de segunda-feira, os rótulos já estejam
todos actualizados. É que todos os bens cujo processo produtivo se tenha
iniciado antes do próximo dia 18 não são obrigados a cumprir as novas
normas. Daqui para a frente, já não haverá excepções.

Hoje entra em vigor o regulamento que define que se pode conseguir seguir o
rasto de todos os ingredientes utilizados nos produtos alimentares. O
objectivo é o de, além de facilitar a rotulagem, conseguir retirar todos os
produtos de mercado que tenham como ingrediente um determinado transgénico
que se provou que provoca efeitos prejudiciais para a saúde humana, para os
animais ou para o ambiente.

No domingo, é a vez de o regulamento da rotulagem que obriga a que qualquer
produto alimentar avise o consumidor que existem elementos transgénicos na
sua composição entrar em vigor. Até agora, a lei obrigava a fornecer este
aviso só quando, no produto final, se detectava a presença de mais de um por
cento de transgenes.

As novas normas foram saudadas por ambientalistas e agricultores com
culturas biológicas que defendem a opção dada agora aos consumidores de
comprar, ou não, produtos com organismos geneticamente modificados (OGM).
Além disso, esta legislação cria um "novo patamar de garantias alimentares",
congratula-se a plataforma "Transgénicos fora do prato", que inclui diversas
associações da área do ambiente e da agricultura.

O consumidor tem o lugar central nestas leis. "O que está em questão não é
tanto a segurança alimentar mas mais o direito do consumidor em estar
informado, porque tudo o que até agora tem sido avaliado em matéria de OGM
tem indicado que estes são seguros", afirmou Lurdes Camilo, da
Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar (DGFCQA).

Mas estes regulamentos europeus cumprem também objectivos políticos. A sua
aprovação foi a solução encontrada para tentar travar o diferendo que se
arrasta há anos entre a União Europeia e os Estados Unidos em relação aos
transgénicos. E pôr um ponto final na moratória informal imposta por alguns
países europeus, que fecharam as suas portas à importação de OGM, o que
aliás gerou uma queixa colocada pelos EUA na Organização Mundial do
Comércio. Porém, esta moratória não está totalmente afastada, já que a lista
de produtos geneticamente modificados aprovados pela UE é restrita.

Aplicação complexa

Tanto as autoridades, como a indústria, como até as associações
ambientalistas admitem que a aplicação da legislação vai ser complicada. O
grande esforço pedido às indústrias é de base documental: as empresas têm de
pedir e guardar por cinco anos todas as declarações sobre os diferentes
ingredientes que usam, onde se explicitam quais os materiais utilizados e se
são transgénicos.

"Temos de ter grande confiança nos fornecedores", explica Jaime Piçarra, da
Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais
(IACA). Ou seja, o produtor tem de acreditar que o seu fornecedor está a
dar-lhe todas as informações. Mas esta exigência esbarra nalguma resistência
por parte de países como os Estados Unidos, que não consideram que se esteja
perante um problema de segurança alimentar.

"Se os documentos não forem verdadeiros, como é que podemos garantir que
não há transgénicos?", questiona Isabel Sarmento, da Federação das
Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA). "É que, muitas vezes, não é
possível detectar se há transgenes, por mais análises que se façam",
acrescenta.

A capacidade de resposta dos laboratórios - que vão passar a ser muito
requisitados para o autocontrolo que as empresas vão fazer - e os métodos
analíticos, que são limitados, são duas das grandes preocupações dos
industriais e ambientalistas.

Apesar de tudo, a indústria diz-se preparada para aplicar os regulamentos,
tendo redigido um guia onde se explicam todas as implicações da lei e as
mudanças necessárias, a distribuir pelos associados da IACA e da FIPA.

Por enquanto, a grande mudança prende-se com a quantidade de documentação
que é pedida às empresas. "A gestão dos 'stocks' terá de ser cirúrgica, pois
a rotulagem tem de ser adequada - e modificada - conforme os lotes que se
recebem", explica Margarida Silva, da plataforma "Transgénicos fora do
prato".

Mas, a prazo, uma outra mudança pode ser ditada pelos consumidores. Isabel
Sarmento, da FIPA, diz que "a indústria vai esperar para ver como se
comporta o mercado". Mas Lurdes Camilo acredita que muitas empresas vão
começar, desde logo, a apostar na substituição dos ingredientes transgénicos
por outros alternativos.

quinta-feira, abril 15, 2004

Nova Roda de Contos Clandestina

Este sábado às 21.00h em Alte.

Tragam qq coisa para comer

Mais informações através do código XPuy

Não passem palavra

terça-feira, abril 13, 2004

Dia Internacional do Comercio Justo

No dia 8 de Maio comemora-se o Dia Mundial do Comércio Justo. A Coordenação Portuguesa do Comércio Justo (CPCJ) prevê a realização de uma iniciativa de alcance nacional, com foco no Euro 2004.
A CPCJ reúne as Organizações Não Governamentais de Desenvolvimento AJP, CIDAC, Cores do Globo e OIKOS; as associações Alternativa, ARCA, Aventura Marão Clube, Reviravolta e as cooperativas Mó de Vida, Planeta Sul e Terra Justa.
A campanha “Marca um Golo contra o Trabalho Infantil” pretende sensibilizar a opinião pública para as condições de trabalho no fabrico de material desportivo, sobretudo no Sudeste Asiático. Surge no contexto duma campanha internacional que culminará nos Jogos Olímpicos de Atenas.
Faro, Lisboa, Coimbra e Porto serão palco desta iniciativa, que consiste num desafio a figuras pública e a cidadãos anónimos para que marquem um golo numa baliza especial. Serão utilizadas bolas do Comércio Justo, cujo fabrico não envolve trabalho infantil ou qualquer exploração dos direitos dos trabalhadores.
Trata-se portanto de uma iniciativa aberta, pelo que convidamos todas organizações e particulares a participar.

quinta-feira, abril 08, 2004

III Escola Nacional de Educação para o Desenvolvimento

O papel da ED nas Escolas

Casa de Retiros de Santo Inácio

Rodízio, Praia Grande – Almoçageme 13 a 15 de Maio



O Grupo de Educação para o Desenvolvimento da Plataforma Portuguesa das ONGD organiza pela terceira vez um encontro nacional de reflexão sobre a Educação para o Desenvolvimento.

O desafio para 2004 é o de perpetuar a energia e multiplicar os resultados que a organização da Escola Europeia de ED em 2003 trouxeram ao panorama nacional da ED.



Objectivos Gerais



Restituição da Escola Europeia de Verão 2003 promovendo o desejado efeito multiplicador da mesma.
Percepção e compreensão de diferentes estratégias de intervenção e sua operacionalização, ao nível da Educação para o Desenvolvimento.
Elaboração de pistas de actuação em contexto nacional através de uma abordagem às orientações europeias.


Resultados esperados



§ Identificação das necessidades e obstáculos no trabalho das ONG, dos professores e outros parceiros e formulação de estratégias para ultrapassar os mesmos.

§ Definição de estratégias de parcerias.

§ Criação de redes informais de informação, divulgação, troca de experiências.

§ Produção de informação e documentação sobre a ED nas escolas.



Como Participar?



Perfil dos Participantes

Serão consideradas as candidaturas de representantes de ONGD, associações juvenis, sindicatos, centros de formação de professores, Escolas Superiores de Educação, municípios e outras instituições que possam constituir-se agentes multiplicadores da ED nas Escolas.

Os participantes deverão já ter participado em projectos de ED e poder demonstrar conhecimentos e experiência prática no domínio da ED, ou em áreas relacionadas: interculturalidade, educação ambiental, educação para a cidadania, educação para a paz, comércio justo etc.



Pedidos aos Participantes

Os participantes são convidados a participar activamente na Feira de Recursos e Projectos através da exposição de materiais das suas organizações relacionados com projectos de ED.

Pede-se ainda aos participantes que enviem uma lista e descrição/contextualização dos materiais pedagógicos que utilizam. Desta forma, poderia ser elaborada uma base de dados dos recursos existentes, solicitando-se um exemplar para a Plataforma, que se assumiria como um depositário legal das ONGD neste âmbito.



Inscrições

Inscrições até 30 de Abril através do preenchimento do formulário em anexo.

O formulário de inscrição deverá ser enviado à Plataforma através do e-mail info@plataformaongd.pt ou do fax nº 21 790 67 89.

O custo de participação é de 50 Euros, incluindo estadia de dois dias em quarto duplo, refeições, documentação e material de apoio. O pagamento deverá ser efectuado: Por cheque a endereçar à Plataforma Portuguesa das ONGD, Rua Tenente Espanca, nº17, R/C Esq. 1050-220 Lisboa; ou por transferência bancária através do NIB 0035 0001 00022630431 88 e do envio do respectivo comprovativo.



Indicações úteis

A chegada de cada participante até à Casa de Retiros de Santo Inácio, Rodízio, Praia Grande, Almoçageme fica por sua conta.

A hora de chegada é a partir das 16h00 e os trabalhos têm início pelas 18h30.


Oficinas



A. Como fazer chegar a ED às escolas?

Nesta oficina deverão ser abordados temas associados a como implementar iniciativas de ED no meio escolar, como acompanhar as escolas neste processo.



Objectivos




§ Conhecer e perceber os obstáculos à integração da ED nas escolas.

§ Compreender os papéis diversos e complementares dos diferentes actores da ED nas escolas.

§ Analisar meios e instrumentos privilegiados para integrar a ED nas escolas.

§ Definir pistas estratégicas de intervenção.



B. Trabalhar para ou com a comunidade escolar?

Esta oficina irá debruçar-se sobre os diferentes actores intervenientes no processo educativo (professores, conselho executivo, famílias, ONG)




Objectivos




§ Analisar os processos de introdução e operacionalização de ED nos curricula: abordagem unidisciplinar ou transversal?

§ Analisar a relação entre ONG e escola do ponto de vista dos recursos e da elaboração dos projectos: oferecer serviços ou construir em conjunto?

§ Identificar necessidades ao nível da metodologia e das ferramentas pedagógicas e elaborar pistas para elaboração e enquadramento das mesmas, incluindo uma análise de conciliação entre Educação Formal e Não Formal.

§ Identificar e analisar o papel de diversos actores dentro da comunidade escolar, incluindo pessoal não docente, Conselhos Executivos, etc.



C. Escola Aberta – que parcerias, que redes?
Esta oficina irá debruçar-se sobre a criação de trabalhos em parcerias e redes, num contexto alargado, em que a escola se encontra aberta para a comunidade envolvente e para o mundo.


Objectivos




§ Dar a conhecer e analisar parcerias e redes já existentes

§ Identificar pistas para a criação de sinergias/parcerias aos níveis local, europeu e norte/sul

§ Compreender e analisar a importância da relação comunidade / escola e dos contributos recíprocos para a implementação da ED nas escolas.

§ Desenhar pistas de actuação de forma a incluir os problemas da comunidade na escola e tratá-los sob uma perspectiva de ED.





Para uma Melhor Compreensão da ED

Sessão que tem como objectivos ir de encontro da definição de ED, servindo como contextualização do encontro e como ponto de partida para os trabalhos.



Fórum Aberto

Espaço de discussão e aprendizagem em que a proposição dos temas e a organização do trabalho são da iniciativa dos próprios participantes. Os participantes que apresentarem propostas deverão ser responsáveis pela elaboração de um documento, que será apresentado em plenário.



Apresentação de Conclusões

Apresentação em plenário das conclusões das oficinas. As formas de apresentação serão escolhidas por cada grupo e respectivos animadores.



Identificação de prioridades

Os participantes serão reunidos em 3 grupos aleatórios de forma a identificar prioridades para a ED em Portugal e produzir um documento que será discutido no dia seguinte após o almoço.



Desafios

Os participantes deverão ser reunidos em 3 grupos, de forma a concretizar em desafios as prioridades discutidas no dia anterior. As conclusões serão apresentadas em Plenário.



Feira de Recursos e Projectos

Para conhecer melhor o que fazemos e o que fazem os outros em Educação para o Desenvolvimento será organizada uma “Feira” onde estarão expostos, para consulta ou para venda, os materiais (brochuras, posters, livros, CD-rom, etc.) de cada organização participante.