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quarta-feira, janeiro 14, 2009

KOMBOIO DOS LOKOS

Amigos

No dia 18 de Janeiro de 2009 a partir das 15 horas, vai-se realizar na sede da ARCA na Alameda de Faro, uma reunião para iniciarmos e planificarmos os trabalhos para mais uma edição do KOMBOIO DOS LOKOS.

Apareçam e tragam um ou muitos amigos para a loucura ser total este ano.



terça-feira, janeiro 13, 2009

O universo de Hans Christian Andersen

A ARCA, na presença de dois contadores de histórias, vai estar na Biblioteca Municipal de Faro no dia 23 de Janeiro de 2009 a partir das 21:30, numa conferência sobre Hans Christian Andersen. Liz Sereno e Adelaide Fonseca vão contar algumas histórias de Andersen, por isso apareçam para ouvir histórias e conhecer um pouco mais deste escritor de contos.




quinta-feira, outubro 09, 2008

quarta-feira, outubro 08, 2008

SEMANA EUROPEIA DA JUVENTUDE 2008

A Direcção Regional do IPJ vai organizar no âmbito da Semana Europeia da Juventude 2008 o seguinte evento:

PROGRAMA – ALGARVE – FARO

10 DE OUTUBRO DE 2008

09:30 – Sessão de Abertura
o Dr.ª Sara Gomes Brito – Directora Regional do Algarve do Instituto Português da Juventude
o Dr. Pompeu Martins – Director da Agência Nacional do Programa Juventude em Acção
o Dr.ª Isilda Gomes – Governadora Civil do Distrito de Faro

10:00 – Intervenção sobre Políticas Europeias da Juventude
o Dr. José Apolinário – Presidente da Câmara Municipal de Faro
o Dr.ª Ana Leal – Presidente da Direcção da associação MoJu – Associação Movimento Juvenil em Olhão

11:00 – Pausa para Café
11:30 – 4 Grupos de Trabalho – 1ª parte
13:30 – Almoço
15:00 – 4 Grupos de Trabalho – 2ª parte
17:00 – Pausa para Café
17:30 – Apresentação das Conclusões
- Porta-voz de cada grupo de trabalho

18:30 – Sessão de Encerramento
* Dr.ª Sara Brito – Directora Regional do Instituto Português da Juventude
* Dr.ª Maria Manuel – Directora-adjunta da Agência Nacional do Programa Juventude em Acção

Local: Universidade do Algarve – Anfiteatro Teresa Gamito (Campus de Gambelas)

TEMÁTICAS DOS GRUPOS DE TRABALHO:
Educação formal e não formal; Emancipação Juvenil; Participação e Cidadania; Diversidade e Igualdade de Oportunidades; Cooperação Global; Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Saúde; Cultura, Criatividade e Inovação.

Para os mais atentos: sim, a Doutora Ana Leal é a nossa Ana Leal! :)

segunda-feira, setembro 01, 2008

Actividades PátiodeLetras





É com muito gosto que divulgamos neste blog mais uma das actividades do Espaço de Memória do Pátio de Letras, um dos mais interessantes projectos que nasceu recentemente em Faro.

Com mais prazer quando uma das actividades é a apresentação do projecto partilhado entre a ARCA e o SULSCRITO, e do livro de poesia do Pedro.

Parabéns ao Pátio (pela ideia deste espaço, Faro precisa...), ao Pedro (editar poesia não é fácil) e ao Sulscrito (que continuam, contracorrente, a divulgar novos e velhos autores).

domingo, agosto 03, 2008

Pedro Afonso na Feira do Livro de Faro

Hoje, 3 de Agosto, o Pedro vai apresentar o seu livro "Ainda aqui este lugar" na Feira do Livro de Faro.

domingo, abril 13, 2008

Pedro Afonso publica on-line "Rapaz Areia"

Continuando a divulgar o que os moces da arca vão fazendo, fazemos aqui a notícia da publicação on-line da obra "Rapaz Areia" do Pedro Afonso.

April 6, 2008

Rapaz Areia
ou o testemunho de uma ilha desaparecida


Prefácio

pelo achador do documento

Existiu em tempos uma ilha ao largo da costa do Algarve em tudo semelhante às que ainda hoje insistem em proteger esta ria que me fascina. Uma ilha extensa, toda de areia branca que evaporava e ruía à força das marés, dos ventos e do sol. Esta ilha, agora impalpável e improvável, naufragou sem deixar pistas. Toda ela areia, excepto alguns barracos de madeira - os quais o mar tratou de lhes dar outros usos - e os barcos de quem lá os teve engolidos pelo tempo e pelas entranhas negras desta ria que os sustentou.

Não seriam nenhumas as provas da existência desta areia elevada do mar e da sua pequena povoação de pescadores se um evento extraordinário não me tivesse ocorrido. Ainda assim, as provas dessa existência deixarão dúvidas a quem quiser prová-lo topograficamente ou por outros meios físicos que nos servem de verdade. A minha certeza não vos chegará com certeza, mas o que vos apresento nesta aqui deixar-vos-á, no mínimo, inseguros em relação a um nada que outrora foi.

Tudo começou com uma viagem.

Numa manhã de Outubro, daquelas de luz impensável, fui dar uma volta pela ria na canoa que um amigo me emprestara. Conhecia relativamente bem os canais e as passagens que surgiam como que da luz ao navegar pelas águas espectrais da ria formosa. Por isso, tentava sempre navegar por novos canais e atravessar zonas que me pareciam desconhecidas. Dessa vez encontrei-me numa área na qual nunca antes tinha estado, uma zona já muito perto do mar, onde uma duna fina separava as águas serenas e mornas das ondas brancas. Parecia ter sido uma zona de uma antiga barra ou, no mínimo, um estreito canal de ligação da ria ao mar. Sabia que nunca antes lá havia estado e também nunca ninguém me tinha falado de tal local, era estranho uma baía tão perfeita não ser conhecida, mas entusiasmava me aquele sítio poder vir a ser um refúgio apenas conhecido por mim e por um ou outro navegador mais. Encostei à areia e saí da canoa, estava calor e estendi-me um pouco, dormi. Quando acordei a luminosidade feria e a minha cabeça andava à roda, julgo que por ter dormido ao sol, o qual, reflectido na água, parecia ser de pleno verão. Molhei-me um pouco, doía-me a cabeça, senti que tinha de voltar para a canoa e remar de volta antes que me acontecesse algo ali sozinho. Assim que me pus a remar comecei a perder os sentidos e virei a canoa, senti-me afundar. Quando retomei os sentidos perdidos estava no fundo da água e, pela agitação, tinha sido arrastado para o mar. Estava prostrado no fundo do oceano sem saber onde, mas espantosamente estava vivo. Não poderia estar longe da costa, pois para isso teria de ter viajado mais tempo do que o oxigénio que retia me permitiria. Tudo se passou em câmara lenta: olhei em volta e o fundo do mar era branco e liso, a meu lado estava, por mais difícil que seja acreditar, uma mesa de cabeceira com os pés enterrados na areia. Abri a única gaveta que havia, peguei no saco de plástico que lá se encontrava e ascendi à superfície que não era distante. Estava a trinta metros da costa e após recuperar o fôlego nadei de bruços segurando o saco com os dentes, mal podia esperar por me sentar na areia e investigar o que, pelo tacto, me parecia ser um livro.

O conteúdo do saco era um pequeno caderno demasiadamente bem conservado para eu não sentir a princípio alguma relutância em acreditar no que nele se encontra escrito. Esse caderno, que ainda tenho, fora um diário. Um diário de um jovem que tivera aquela mesa-de-cabeceira num quarto naquela areia onde acordei debaixo de água. Nesse diário é contado o dia a dia da única povoação, cerca de dez famílias, da ilha de Santa Lúcida que existira até há trinta anos, sem que ninguém parecesse saber, exactamente onde me afoguei naquela manhã. O saco de plástico que continha o caderno fora usado, não pelo seu dono prever a extinção da sua morada, mas pela simples razão do material do recipiente ser lhe tão pouco familiar que depositou nele o que de mais valioso possuía.

Muito se pode ler no diário desse jovem, o qual nunca o assina, sobre a vida na ilha, sobre os seus tormentos, desejos, as suas suposições acerca do resto do mundo que lhe era tão distante, mas eu, fortuito achador do documento, nunca me atreveria a publicar páginas tão pessoais de alguém que nunca conheci e que em parte alguma dos seus escritos revela essa vontade. Publico aqui apenas alguns poemas que esse jovem peculiar apontou no seu caderno. Estes serão aqueles que podem oferecer um quadro da sua vida e uma panorâmica da sua obra. Faço-o porque não poderia deixar esta ilha e este rapaz no sítio de onde me consegui salvar.

Apresento-vos o Rapaz Areia, poeta habitante da ilha de Santa Lúcida na costa do Algarve, esperando que por momentos se sintam naufragados e transportados por uma serena corrente misteriosa e invisível, como a mim e a esse Rapaz aconteceu.



ao João Bentes, com eterna amizade.

Pedro Afonso